A dinâmica da Mulher São-Tomense

Olá amoras,

Já viram andei tão ausente, e agora é um post atrás do outro ehhehe...

Então como estão? Tudo bem com vocês?  Fim-de-semana esta a a correr bem?
Bem, hoje vim falar-vos de um evento que decorreu no passado fim-de-semana, dia 24 e 25 de Setembro, na sede de ACOSP, em Benfica. Este evento foi organizado pela Associação das Mulheres São-Tomenses, residentes em Portugal, Mén Non. Já ouviram falar???

Se não ouviram falar é só irem ao facebook escrever Mén Non, que tenho a certeza que vão adorar.

Pois é manas, não sei se estiveram a par, mas no dia 19 de Setembro comemorou-se o dia das mulheres são-tomenses, data que se comemora desde 1974, quando um grupo de mulheres vestidas de preto fizeram uma manifestação a frente do Palácio dos Congresso (em São Tomé) em prol da independência do país.

Este ano pela 2ª vez, a associação comemorou esta data que coincide com 6º aniversário da mesma.
Visto que um dos objetivos da associação é promover as mulheres são-tomenses residentes na Diáspora, nada mais que justo que festejar esta data tão importante.

Este ano o tema do evento foi A Mulher e o Empreendedorismo. Contamos com Dr. Albertino Bragança (Politico, Escritor e Poeta), que fez uma retrospectiva da mulher são-tomense antes e depois do 19 de Setembro, Dra. Solange Salvaterra Pinto (Do Forum da Diáspora de São Tomé e Príncipe) que abordou o tema Mulher São-Tomense e o Empreendedorismo e por último a Dra. Luzia Moniz (Jornalista e socióloga) com o tema Mulher Imigrante e o Empreendedorismo.

Uma palestra que originou um debate fascinante e interessante, onde abordou-se a emancipação da mulher, o papel das mulheres africanas na sociedade, a mulher e a família, a mulher na politica, entre outros.

O debate foi sem dúvida cheio de vida e paixão despertando assim grande interesse por parte do público.

Aparte disso, contou-se com um espaço de venda e exposição de produtos de diferentes países (São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde), onde existiu uma junção do intelectual com animação, muita comida e bebida.

Também houve workshops de danças tradicionais, um espaço dedicado as crianças e muita troca de ideias e experiências.

No domingo, para além de almoço típico são-tomense, música e continuação de workshop de diferentes temas, continuou as vendas e exposições de produtos onde qualquer pessoa podia degustar diferentes sabores.

Como podem ver, este foi sem dúvida, um evento para todos gostos, sabores e idades. Um evento a repetir não só nesta data como em qualquer outra data.

Promover a cultura africana, promover a mulher africana é sem dúvida o lema dessas mulheres batalhadoras, guerreiras e determinadas, onde eu tenho o prazer de fazer parte.

Ps: Se quiserem saber um pouco mais da cultura são-tomense, não percam hoje dia 2 de Outubro a festa de Guadalupe em Cacém.


                                               Partilho com vocês algumas fotos do evento














































Ednilze Luiz

Encontro AfroQueens "Evento TOP, Pessoas TOP"

Olá amoras,

Tudo bem com vocês?

Como têm  passado? Sei que andei um pouco sumida e que a muito que não publico nada, mas esta minha ausência tem um motivo ehhehe!!! FÉRIAS nas ilhas maravilhosas já ouviram falar?hehehehe
A promover a nossa página


Brevemente irei fazer um post sobre as minhas férias?? Que tal? Começo já a dar-vos uma dica, o país situa-se na linha do Equador!!! HUMMMMM

Mas hoje vim cá para falar-vos sobre outro assunto, o encontro do domingo passado, o #AfroQueen em belém. Tenho a dizer-vos que o evento foi simplesmente espectacular, Amei, amei e amei hehe!!!

A ideia do encontro AfroQueen surgiu da nossa querida Irina Gonçalves, Mentora da página Meu Jeito Natural (já ouviram falar? acompanham a página e o canal?)!!

O encontro tinha como objetivo divulgar outros projetos parecido com o dela (páginas no facebook e canal no youtube), blogs e outros projetos parecidos bem como enriquecer o conhecimento de todas sobre diferentes temas relacionado com Mulher Africana.

Irina Gonçalves disse a Minha Doce África que antes de começar a planear o evento (que era para ter acontecido durante o Verão e por razões de muitas pessoas encontrarem-se de férias foi adiado para o dia 25 de Setembro).

A mesma não tinha noção que existiam tantos projetos lindos e diferentes (palavra da própria), relacionado com cabelos crespos e naturais, sobre África, moda, beleza e acima de tudo sobre a beleza das mulheres africanas e todas as suas variantes cá em Portugal.

Ficou fascinada com tanta diversidade bem como com a imensidão de meninas com ideias tão bonitas  e dinâmicas, dispostas a promover a nossa cultura e essência.

Para a mesma todo o esforço dedicado para a realização do evento valeu a pena. Poder ver os sorrisos despertados, trocas de experiências, confidências,e acima de tudo muito aprendizado fez-a sentir que o seu dever foi cumprido.

O evento foi sem dúvida um sucesso, não só pela aderência de todas as Crespas e Caceheadas residentes em Portugal, como pelos simpatizantes da cultura Africana.

Para a Irina este tipo de evento é muito importante, para tornamos mais unidas, para sentirmos que pertencemos a algo, dividir as nossas angústias e preocupações.

A Minha Doce África é claro que esteve presente no evento onde teve a oportunidade de promover a página, tirar algumas fotos, bem como registar momentos únicos aí vividos bem como fazer contactos com outras bloggers.

Pudemos ver que o movimento Afro para as presentes é mais que moda, é mostrar a sua identidade, afirmar-se como mulher africana e sentir-se bonita tanto ao natural como de outras formas.

O que tiramos do evento é que todas pertencemos a algum lugar, movimento e ideias, e que não importa se somos crespas, cacheadas, lisas ou se usamos postiçosou tissagem, o importante é sentirmos bem connosco mesmas e respeitarmos a escolha uma das outras.


Este evento não teria acontecido sem ajuda e colaboração de: Meu Jeito Natural, Crespas e Cacheadas de Portugal,  Welove Carapinha, Raízes da Maria, AfroMoon (Marlene Nobre e Studio Thom Eduardo.

Este é sem dúvida um evento muito importante para as africanas que decidira adotar o seu cabelo natural, pois ajuda a promover novos eventos para além de proporcionar um convívio descontraído e aberto.

Na minha opinião estes tipos de evento devem ser realizados pelo menos uma vez por ano pois foi top e os próximos sem DÚVIDA será melhor ainda.

Para as que não foram, POR FAVOR,  não percam o próximo.


Ednilze Luiz

                                            Partilho com vocês algumas fotos do evento



















Afinal o que são mulheres batalhadoras?

O que é para ti mulheres fortes/batalhadoras




Olá amoras tudo bem com vocês?

Como vão essas férias?? As minhas vão ótimas eheh

Hoje o tema é mulheres fortes/batalhadoras. Apenas vou dar-vos o meu ponto de vista ok??

Quando penso em mulheres batalhadoras, penso em mulheres que são determinadas, persistentes e que fazem de tudo para por o sustenta na mesa.

Em Portugal eu tinha um conceito de mulheres batalhadoras que mudou um pouco quando cheguei em São Tomé. Em Portugal para mim, mulheres batalhadoras são mulheres que acordam as 5 da manha para irem trabalhar e regressam as 8 da noite. Que quando chegam têm ainda que cozinhar tratar dos seus filhos e preparar tudo para dia seguinte.
Muitas delas viviam com os seus maridos outras nem por isso, sustentavam-os sozinhos por vezes com ajuda da segurança social.

Quando cheguei a São Tomé a ideia de mulheres fortes e batalhadoras mudou, porque aqui as mulheres batalhadoras, acordam as 3 ou 4 da manha, vão ao tanque lavar a roupa, depois apanham a água, para estarem prontas as 7 da manhã para irem trabalhar.
Antes preparam os seus filhos e arrumam a casa.
Muitas trabalham das 7 as 15, quando saem do trabalho têm ainda que ir ao mercado fazer compras com o pouco que têm ou ir a roça apanhar o pouco que terra tem para oferecer.

São elas que ainda fazem o jantar, tiram a roupa da corda, apanham a água e prepara tudo para o dia seguinte.
Pode estas duas mulheres com realidades completamente diferentes deixarem de ser batalhadoras?

A meu ver não, as duas são batalhadoras com realidades diferentes, talvez uma pessoa que viva em condições diferentes tanto em Portugal ou em são Tomé, dizia que isso é impensável, que não conseguiriam fazer isso.

Muitas vezes as chamam de coitadas, sentem pena delas. Será que elas merecem pena?
Acho que pena temos que ter daquelas pessoas que têm tudo e não são felizes, pena devemos ter daquelas pessoas que têm dinheiro para comprar tudo, mas não têm saúde, esses merecem a nossa pena, quer dizer nossa compaixão, porque pena não devemos sentir de ninguém.

A meu ver essas mulheres são verdadeiras batalhadoras, são determinadas, são realmente pessoas que devemos nos inspirar.









Artigo escrito por:
Ednilze Luiz