Encontro AfroQueens "Evento TOP, Pessoas TOP"

Olá amoras,

Tudo bem com vocês?

Como têm  passado? Sei que andei um pouco sumida e que a muito que não publico nada, mas esta minha ausência tem um motivo ehhehe!!! FÉRIAS nas ilhas maravilhosas já ouviram falar?hehehehe
A promover a nossa página


Brevemente irei fazer um post sobre as minhas férias?? Que tal? Começo já a dar-vos uma dica, o país situa-se na linha do Equador!!! HUMMMMM

Mas hoje vim cá para falar-vos sobre outro assunto, o encontro do domingo passado, o #AfroQueen em belém. Tenho a dizer-vos que o evento foi simplesmente espectacular, Amei, amei e amei hehe!!!

A ideia do encontro AfroQueen surgiu da nossa querida Irina Gonçalves, Mentora da página Meu Jeito Natural (já ouviram falar? acompanham a página e o canal?)!!

O encontro tinha como objetivo divulgar outros projetos parecido com o dela (páginas no facebook e canal no youtube), blogs e outros projetos parecidos bem como enriquecer o conhecimento de todas sobre diferentes temas relacionado com Mulher Africana.

Irina Gonçalves disse a Minha Doce África que antes de começar a planear o evento (que era para ter acontecido durante o Verão e por razões de muitas pessoas encontrarem-se de férias foi adiado para o dia 25 de Setembro).

A mesma não tinha noção que existiam tantos projetos lindos e diferentes (palavra da própria), relacionado com cabelos crespos e naturais, sobre África, moda, beleza e acima de tudo sobre a beleza das mulheres africanas e todas as suas variantes cá em Portugal.

Ficou fascinada com tanta diversidade bem como com a imensidão de meninas com ideias tão bonitas  e dinâmicas, dispostas a promover a nossa cultura e essência.

Para a mesma todo o esforço dedicado para a realização do evento valeu a pena. Poder ver os sorrisos despertados, trocas de experiências, confidências,e acima de tudo muito aprendizado fez-a sentir que o seu dever foi cumprido.

O evento foi sem dúvida um sucesso, não só pela aderência de todas as Crespas e Caceheadas residentes em Portugal, como pelos simpatizantes da cultura Africana.

Para a Irina este tipo de evento é muito importante, para tornamos mais unidas, para sentirmos que pertencemos a algo, dividir as nossas angústias e preocupações.

A Minha Doce África é claro que esteve presente no evento onde teve a oportunidade de promover a página, tirar algumas fotos, bem como registar momentos únicos aí vividos bem como fazer contactos com outras bloggers.

Pudemos ver que o movimento Afro para as presentes é mais que moda, é mostrar a sua identidade, afirmar-se como mulher africana e sentir-se bonita tanto ao natural como de outras formas.

O que tiramos do evento é que todas pertencemos a algum lugar, movimento e ideias, e que não importa se somos crespas, cacheadas, lisas ou se usamos postiçosou tissagem, o importante é sentirmos bem connosco mesmas e respeitarmos a escolha uma das outras.


Este evento não teria acontecido sem ajuda e colaboração de: Meu Jeito Natural, Crespas e Cacheadas de Portugal,  Welove Carapinha, Raízes da Maria, AfroMoon (Marlene Nobre e Studio Thom Eduardo.

Este é sem dúvida um evento muito importante para as africanas que decidira adotar o seu cabelo natural, pois ajuda a promover novos eventos para além de proporcionar um convívio descontraído e aberto.

Na minha opinião estes tipos de evento devem ser realizados pelo menos uma vez por ano pois foi top e os próximos sem DÚVIDA será melhor ainda.

Para as que não foram, POR FAVOR,  não percam o próximo.


Ednilze Luiz

                                            Partilho com vocês algumas fotos do evento



















Afinal o que são mulheres batalhadoras?

O que é para ti mulheres fortes/batalhadoras




Olá amoras tudo bem com vocês?

Como vão essas férias?? As minhas vão ótimas eheh

Hoje o tema é mulheres fortes/batalhadoras. Apenas vou dar-vos o meu ponto de vista ok??

Quando penso em mulheres batalhadoras, penso em mulheres que são determinadas, persistentes e que fazem de tudo para por o sustenta na mesa.

Em Portugal eu tinha um conceito de mulheres batalhadoras que mudou um pouco quando cheguei em São Tomé. Em Portugal para mim, mulheres batalhadoras são mulheres que acordam as 5 da manha para irem trabalhar e regressam as 8 da noite. Que quando chegam têm ainda que cozinhar tratar dos seus filhos e preparar tudo para dia seguinte.
Muitas delas viviam com os seus maridos outras nem por isso, sustentavam-os sozinhos por vezes com ajuda da segurança social.

Quando cheguei a São Tomé a ideia de mulheres fortes e batalhadoras mudou, porque aqui as mulheres batalhadoras, acordam as 3 ou 4 da manha, vão ao tanque lavar a roupa, depois apanham a água, para estarem prontas as 7 da manhã para irem trabalhar.
Antes preparam os seus filhos e arrumam a casa.
Muitas trabalham das 7 as 15, quando saem do trabalho têm ainda que ir ao mercado fazer compras com o pouco que têm ou ir a roça apanhar o pouco que terra tem para oferecer.

São elas que ainda fazem o jantar, tiram a roupa da corda, apanham a água e prepara tudo para o dia seguinte.
Pode estas duas mulheres com realidades completamente diferentes deixarem de ser batalhadoras?

A meu ver não, as duas são batalhadoras com realidades diferentes, talvez uma pessoa que viva em condições diferentes tanto em Portugal ou em são Tomé, dizia que isso é impensável, que não conseguiriam fazer isso.

Muitas vezes as chamam de coitadas, sentem pena delas. Será que elas merecem pena?
Acho que pena temos que ter daquelas pessoas que têm tudo e não são felizes, pena devemos ter daquelas pessoas que têm dinheiro para comprar tudo, mas não têm saúde, esses merecem a nossa pena, quer dizer nossa compaixão, porque pena não devemos sentir de ninguém.

A meu ver essas mulheres são verdadeiras batalhadoras, são determinadas, são realmente pessoas que devemos nos inspirar.









Artigo escrito por:
Ednilze Luiz


Plataforma FEMAFRO reúne feministas negras em Lisboa

Mulheres negras e afrodescendentes em ação!!!

O Espaço MOB, em Lisboa, foi o lugar escolhido para o 1º Encontro de Feministas Negras de Portugal, que teve lugar neste sábado, 30 de Abril. O evento, organizado pela Plataforma FEMAFRO, teve como objetivo promover um espaço para as mulheres negras, africanas e afrodescendentes em Portugal, para que estas pudessem falar sobre a "Mulher Negra: (In)Visibilidade e desafios", o tema escolhido para se abordar no primeiro encontro do género. 
Raquel Rodrigues, Daryh Carvalho e Joana Sales são os nomes por detrás da Plataforma FEMAFRO, uma organização que surgiu em Fevereiro do corrente ano, de uma vontade comum das três jovens mulheres em fazer algo pelo feminismo negro, uma questão ainda não muito trabalhada em Portugal. 

Apesar de ainda não estar formalizada, a organização pretende agora avançar para a institucionalização da mesma, depois do encontro realizado provar que existe um interesse grande das mulheres negras em Portugal em lutar pelos seus direitos e oportunidades. 

Assim, a FEMAFRO apresenta-se como uma organização que pretende "defender e promover a imagem e os direitos de todas as mulheres negras, africanas e afrodescendentes em Portugal, numa altura em que finalmente a sua presença de "tornar visível." 
No encontro, depois de uma apresentação da plataforma e os seus ideais, foi exibido um documentário com vários trechos de reportagens e outros documentários sobre o tema, passando-se depois para um debate aberto a todas as presentes. O espaço estava lotado de muheres diversas que fizeram questão de enriquecer o debate com as suas experiências e preocupações sobre as lutas da mulher negra. 

Além de mulheres africanas e portuguesas descendentes de africanos, notou-se igualmente uma presença de mulheres negras brasileiras residentes em Portugal, e outras em vários países da Europa, que tornaram o encontro mais rico e interessante. 
Daqui para frente a Plataforma FEMAFRO pretende marcar mais encontros de forma a definir mais especificamente que ações serão postas em prática, em prol da causa. 
Claro que o blogue Minha Doce África não podia faltar ao grande evento e por isso, ficam aqui as fotos deste maravilhoso encontro.

Sofia Santos


































Sou Gordinha Sim e Daí??

Boa tarde amoras,

As gordas também sabem ser gostosas

Tive a necessidade de escrever este artigo pois eu como muitas mulheres iguais a mim,"gordinhas", "fofinhas" ou "cheiinhas" devem sentir o mesmo que eu às vezes sinto.

Ser "gordinha", "fofinha" ou seja lá o nome que muitas vezes nos chamam não é crime nenhum, muito menos é feio.

Quem disse que é feio ter um pouco mais de carne? Quem disse que é feio ter bunda grande, mamas grandes bochechas e uma barriguinha um pouco maior que o habitual?

Porque a sociedade assim o impõe? Porque as revistas, novelas, filmes assim nos fazem pensar?

Estão a imaginar se todas nós fossemos iguais? Estão a imaginar se todas tivéssemos o mesmo tom de pele, a mesma textura do cabelo, todas fossemos loiras, de olhos azuis magrinhas and so on?

Ficaria algo boring não acham? Da mesma forma que existem pessoas altas, baixas, loiras, morenas, negras, com afro, tranças ou mesmo aplicações, também existem pessoas, gordas, obesas ou fofinhas.

O mundo não foi criado para existir um padrão de beleza especifico, as pessoas são diferentes, ora porque é da sua genética, ora porque gostam de comer.

Não és tu que tens o direito de dizer "olha estás gorda", "olha engordaste vê se fazes uma dieta". PESSOAS, nós temos espelho em casa, não precisamos que ninguém nos diga uma coisa que conseguimos ver perfeitamente.

Não é porque és "Magra" que tens o direito de dizer que sou "FEIA" por ter um pouco mais de carne do que "TU",

E lembrem-se nem todas as pessoas são "GORDAS" porque comem muito, ( mas este não é o meu caso ehehehe, eu gosto de uma boa garfada, heheeh e sou muito preguiçosa hehehehe).

Goste de si primeiro
Sim vão dizer que temos que fazer exercício e coisa e tal, sim temos que fazer, mas não são apenas as pessoas "GORDINHAS" "OBESAS" ou "FOFINHAS" que têm que fazer, todos nós temos que fazer pois é algo que faz bem a saúde. Agora que somos preguiçosos todos nós somos, é algo que faz parte da vida, quando não nos sentimos bem com os nossos corpos vamos tomar alguma atitude, não precisamos que ninguém buzine no nosso ouvido isso.

Mesmo as pessoas "Magras", não têm necessidade de fazer plásticas para se sentirem bonitas, sintam-se bonitas como vocês são, não tentem entrar num padrão de beleza que não existe.

Pois se não sabem, existem muitos países africanos que idealizam como padrão de beleza mulheres cheiinhas, existem outros países que idealizam mulheres muito brancas, outros idealizam mulheres altas e loiras, outros morenas, como podem ver não existe um ideal de beleza.

Por isso pare de fazer as pessoas sentirem-se mal com o seu aspecto físico, não é o mais importante, o mais importante é terem saúde e serem felizes.

Sejam felizes, amem-se e acima de tudo cuidem da sua saúde!

Ednilze Luiz


Deolinda Kinzimba - "A VOZ QUE CONQUISTOU PORTUGAL"

A nova voz de Portugal!!
Deolinda Kinzimba

Deolinda Kizimba: assim se chama a nova voz de Portugal. A vencedora do The Voice Portugal, traz porém o sabor africano, já que é natural de Luanda, a capital angolana. Deolinda, a primeira mulher a vencer o concurso, conquistou todos desde o primeiro momento, com a sua voz única. Mas segundo ela, nunca pensou sequer em concorrer a um programa televisivo, por achar “que não estava preparada”. Conheça aqui mais sobre a Deolinda, nesta entrevista que a cantora concedeu ao blogue “Minha Doce África.”

Minha doce ÁfricaComo se descreve como pessoa? /Personalidade?
Deolinda Kinzimba - Descrevo-me como uma pessoa simples, calma e sonhadora.
Minha doce África - Uma curiosidade sobre si? Algo que não costuma partilhar?
Deolinda Kinzimba - Adoro maçãs (risos)
Minha doce África - Pensou alguma vez participar num programa televisivo?
Deolinda Kinzimba - Na verdade nunca pensei, pois sempre achei que não estava preparada para tal.
Minha doce África - Como surgiu esta oportunidade? Porquê e quando pensou em concorrer ao programa The Voice?
Deolinda Kinzimba - A oportunidade surgiu quando um amigo enviou-me uma mensagem com o número para as inscrições. Pensei muito depois de receber a mensagem, até que decidi arriscar.
Minha doce África - Como é ser a primeira mulher a ganhar este programa?
Deolinda Kinzimba - É maravilhoso ser a primeira mulher a ganhar este programa, é algo que vai ficar na história (risos)
Minha doce África - Como é ser uma mulher africana e ganhar um programa no território português?
Deolinda Kinzimba - É normal, sou uma pessoa normal e acredito que merecemos todos ter oportunidades na vida sendo africanos, asiáticos ou não.
Minha doce África - Já sentiu algum tipo de discriminação ao vencer o programa, pelo facto de ser mulher e africana?
Deolinda Kinzimba - Prefiro ignorar coisas assim, porque para além de ser africana sou um ser humano que como todos os outros tenho direito a ser feliz e realizar os seus sonhos.
Minha doce África - Como lida com as críticas negativas? Acha-as de alguma forma construtivas?
Deolinda Kizimba - Depende muito da crítica, mas lido bem sim.
Minha doce África - Como lida com as críticas sobre o seu aspeto físico?
Deolinda Kinzimba - Sou uma pessoa perfeitamente normal, tenho tudo que um humano deve ter: cabeça, braços, pernas, dedos, olhos, boca, orelhas, nariz, ahh sem esquecer do coração, não me falta nada (risos)
Minha doce África - Acha que a aparência conta para vingar neste ramo, assim como em outros?
Deolinda Kinzimba - Bem diz o ditado que “as aparências enganam” acho que para vingar neste ramo ou noutro qualquer é preciso trabalhar e fazer as coisas com o coração.
Minha doce África - O que diria às muitas mulheres africanas que têm sonhos idênticos ao seu, ou outros que por vezes pareçam impossíveis ou difíceis de alcançar?
Deolinda Kinzimba - Apenas diria que nada é impossível aos olhos de quem tem fé em Deus.
Minha doce África - Em relação ao Afro, apesar de este estar em voga, pretende ditar alguma moda? Ou é mesmo afirmação de identidade?
Deolinda Kinzimba - O afro é o que eu sou, não quero ditar nenhuma moda, talvez o possa considerar como uma afirmação de identidade.
Minha doce África - Em algumas entrevistas mencionou que para si o mais importante não é ganhar dinheiro com a música, mas sim fazer com que as pessoas se identifiquem com ela. Tal facto deve-se a algum motivo em especial? Ou às suas inspirações musicais como refere enumeras vezes? Como pretende fazer isso?
Deolinda Kinzimba - O dinheiro não é realmente o mais importante para mim quando se trata de música, não por um motivo em especial e nem pelas minhas inspirações, mas sim para fazer as pessoas sentirem-se bem ao ouvir-me cantar. De alguma forma, faze-las sentir um misto de emoções ao entrar na história das minhas músicas, identificarem-se e talvez encontrar nelas incentivo e força. Como um médico que em primeiro lugar coloca a saúde dos seus pacientes e só depois é que se preocupa com o pagamento.
Minha doce África - Quais são os seus planos para o futuro agora que ganhou o concurso?
Deolinda Kinzimba - São muitos os planos, como lançar o CD e ter uma carreira internacional, mas prefiro deixar tudo nas mãos de Deus.
Minha doce África - Quais são as suas palavras de incentivo para as nossas manas??

Deolinda Kinzimba - Muita força e fé, nunca desistam dos vossos sonhos, pois tudo é possível aos olhos de quem crê.